Lenílson no bumba
Quinta-feira, 11/01, 19h40. Lá se vão trinta minutos, em pé, dentro do ônibus com destino ao Terminal Parque Dom Pedro.
Teodoro. Dr. Arnaldo. Passa-Rápido. Consolação. Praça Ramos. Surge um lugar vago. Sento-me, e um rapaz que está ao meu lado, na janela, resmunga:
- Que isso! Tanto dinheiro e pega um ônibus deste...
- Hã?!
- O Lenílson, aí, onde você acabou de sentar, não viu não?
- Tá falando sério?
- Você não viu?! Tava aí. Quando ele chegou e sentou, encarei bem ele (eu conheço esse cara):
- Fala Lenílson!
E ele:
- Fala baixo, senão dá problema.
- O que é que você está fazendo dentro deste ônibus?
- Quero conhecer a cidade...
(...)
Ficamos conversando um bom tempo e quando chegou na Praça Ramos, ele desceu. Não acredito que ninguém se ligou.
- E ele renovou com o São Paulo?
- Disse que sim. Bom pra gente!
Largo São Francisco. O são-paulino percebe o chaveiro do Botafogo pendurado em minha mochila.
- Você é botafoguense?
- Sou
- Putz! (misturando ironia e pêsames)
Até chegar ao Terminal, o Cuca, o Josué, o Danilo e o Dodô; o Bi-mundial, o Brasileiro de 95, o Bebeto de Freitas e o Morumbi; o Lima; o Zé Roberto e o Lenílson fizeram parte do nosso papo e, como não terei oportunidade de falar com o Garrincha, pelo menos neste plano, se um dia o Túlio Maravilha sentar ao meu lado no ônibus, pergunto a ele:
- Por que você deixou a estrela solitária?
Nem espero a resposta, dou sinal, levanto-me e desço na Praça Ramos.
Wallace
Teodoro. Dr. Arnaldo. Passa-Rápido. Consolação. Praça Ramos. Surge um lugar vago. Sento-me, e um rapaz que está ao meu lado, na janela, resmunga:
- Que isso! Tanto dinheiro e pega um ônibus deste...
- Hã?!
- O Lenílson, aí, onde você acabou de sentar, não viu não?
- Tá falando sério?
- Você não viu?! Tava aí. Quando ele chegou e sentou, encarei bem ele (eu conheço esse cara):
- Fala Lenílson!
E ele:
- Fala baixo, senão dá problema.
- O que é que você está fazendo dentro deste ônibus?
- Quero conhecer a cidade...
(...)
Ficamos conversando um bom tempo e quando chegou na Praça Ramos, ele desceu. Não acredito que ninguém se ligou.
- E ele renovou com o São Paulo?
- Disse que sim. Bom pra gente!
Largo São Francisco. O são-paulino percebe o chaveiro do Botafogo pendurado em minha mochila.
- Você é botafoguense?
- Sou
- Putz! (misturando ironia e pêsames)
Até chegar ao Terminal, o Cuca, o Josué, o Danilo e o Dodô; o Bi-mundial, o Brasileiro de 95, o Bebeto de Freitas e o Morumbi; o Lima; o Zé Roberto e o Lenílson fizeram parte do nosso papo e, como não terei oportunidade de falar com o Garrincha, pelo menos neste plano, se um dia o Túlio Maravilha sentar ao meu lado no ônibus, pergunto a ele:
- Por que você deixou a estrela solitária?
Nem espero a resposta, dou sinal, levanto-me e desço na Praça Ramos.
Wallace

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